A repetição e a nudez.

E eu que tenho fugido tanto das repetições, me deparei com outra hoje, mais uma vez. Sempre fico sem saber o que fazer... partindo do pressuposto que atraímos tudo para nossa vida, percebo infeliz que atraí mais uma vez a mesma cena. E com os pêlos arrepiados, olho na minha frente e observo dois caminhos diferentes. Um é conhecido. Um é triste, melancólico, lamentativo e extremamente depressivo. Esse eu já conheço. Esse não tem riscos. Esse é a repetição.

O outro é novo e me deixa nua. Me deixa nua de tudo. Minha nudez mostra minha carência, meu desejo de ter alguém, meu medo de não conseguir e meu sentimento de não ser boa o suficiente. Fico nua. Nuinha. Deixo de ser a mulher segura e "bem resolvida" e viro mais uma.

Na nossa necessidade extrema de não demostrar nenhuma fraqueza, escondemos nossos maiores temores de nós mesmos, como se negando sua existência pudéssemos de alguma forma anulá-lo. Mas eu já descobri. Não dá certo.

Então, eu abro meu coração para mim mesma e, quem sabe, para o mundo e digo: eu tenho tristezas! eu tenho temores! Eu tenho carências! Eu sou humana e tenho tudo isso.

Caminho nua pela estrada nova e descubro maneiras de curar minha criança ferida, descubro novas possibilidade, deixo fluir minhas tristezas, meus sentimentos e, percebo então, que nenhum deles me pertecem. Eu os deixo fluirem e descubro que existem outros sentimentos, talvez mais sutis, talvez mais leves. Caminho nua e feliz, porque não tenho mais nada a esconder.

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2 comentários:

Elizabeth disse...

Éééé Gi!
Você consegue escancarar nossos sentimentos através de suas palavras.
Putz! Que coragem! Que sabedoria!
Parabéns!!!
Bjão!

Carlito Dirgel disse...

Essa é a verdadeira nudez da sabedoria! =)

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